sábado, 12 de novembro de 2016

Da Tua Chegada
O céu com nuvens penteadas A brisa perfumada Cheiro fresco da madrugada A lua, meia argola prateada E essa alegria suave Marulhando no peito Anunciam a tua chegada Não espero mais nada Sorriso descontrolado na cara Uma farra de mil pensamentos Saudade prestes a ir embora Não espero mais nada A não ser tua chegada E porque tu vens Graça retorna às coisas Beleza aos lugares Leveza às horas Já não quero quase mais nada A não ser tu E eu, em teu peito aninhada. Ego
10 nov 2016
Fim da conversa no bate-papo
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sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Prezado amigo
Acostumar-se ao que é bom
Isso é tão fácil
Mesmo que às vezes
Possamos desconfiar da sorte
Por ser tão generosa
E trazer sem os espinhos
A mais bela rosa
Pelear acompanhado
Dividindo dúvidas
Estendendo as madrugadas
Compartilhar as olheiras
E algum bocadinho
De ócio bendito
Daquele em que se esquece
Que se está aflito
Afoito pelo fim de uma estrada
Que trouxe asperezas
E uma surpresa grata
Mas há a parte chata
E aquele medo
Todo humano
Que ao findar a trilha
Perca-se o encanto
Sigamos nossos caminhos
Sem que eu diga o quanto te amo.

Ego


Prezado amigo,
Acostumar-se ao que é bom
Isso é tão fácil
Mesmo que às vezes
Possamos desconfiar da sorte
Por ser tão generosa
E trazer sem os espinhos
A mais bela rosa
Pelear acompanhado
Dividindo dúvidas
Estendendo as madrugadas
Compartilhar as olheiras
E algum bocadinho
De ócio bendito
Daquele em que se esquece
Que se está aflito
Afoito pelo fim de uma estrada
Que trouxe asperezas
E uma surpresa grata
Mas há a parte chata
E aquele medo
Todo humano
Que ao findar a trilha
Perca-se o encanto
Sigamos nossos caminhos
Sem que eu me a costume
A dizer o quanto te amo.

Ego

quarta-feira, 19 de outubro de 2016




Não tenho medo de vespas, temo vampiros
Vespas revoai
Elevai ao máximo som vossos zumbidos
Eles já não ferem meus ouvidos
Aferroem a carne
Ela já não sente
Vossos ferrões se tornaram pequenos
Há tantos venenos que os vossos
Se tornaram amenos
Se ainda há incautas presas
Até elas tornar-se-ão imunes
Por mais felizes que estejam
Na algazarra atiçada
Por feromônios espraiados
Pelos primeiros insetos predadores
Rio eu de tuas picadas
A besta fera a que adorais
É apenas uma cria perdida
De quem na realidade
Ama apenas um lado da humanidade
De praxe,
O mesmo que o inominável chama de nós
Aferroai e gastai vossos venenos
Os dias que chegam
Tornarão tudo isso pequeno
Dias de bocas fechadas
Tarjas cerebrais
Sorrisos tristes
E toda poesia que existe
Em apatia transformada
Sonhos ao esquecimento
Equidade um lamento
Educação pública
Produção de massa
Ferroada de vespa?
Isso perdeu a relevância
Jaz sem importância

20/10/2016

segunda-feira, 8 de agosto de 2016



Jogos e jogos
Jogos sutis
Jogos pueris
Jogos jocosos
Jogos dolorosos
Jogos mortais
O jogo que é o amar
Quando não se deve
É fácil identificar
Mais cedo ou mais tarde
          Há de fazer sangrar

domingo, 7 de agosto de 2016


Ninguém morrerá
Não querendo, ainda assim
Quando dei por mim
Aconteceu
E não me cabe dizer
Que existe essa história
De se apaixonar pela pessoa errada
Existe, ora pois, o se apaixonar
E aquilo que se convencionar
Viver ou abdicar
Voilà!
É encarar
Ou correr
Viver
Ou esquecer
Mas pra ser bem de veneta
Há quem pretenda
Apenas
Ignorar.
Ok, também

Ninguém morrerá

domingo, 22 de maio de 2016





Re(pare) 
Recrie
Remende
Reveja 
Ré, seja
A culpa
Que tu pariste 
Subvertendo 
O que foi escrito 
E referendado
Pelo maior bocado
A peleja
Sai cara
Repare
Recrie
Vergonha na cara


sábado, 14 de maio de 2016

Não tem falinha amiga   

A esperança que ora se prega

É mal cantada

E a decepção de ver meu voto roubado

Não!

Ela não passa

Um batedor de carteira

Um ladrão vulgar

E essa corja que hoje assume

Têm o mesmo lugarPensando bem

O ladrão vulgar

Não tem uma pós-ninfeta

Com pose de miss

Limpando sua bundinha

Merecem pois Os ladrões vulgares

Mais do meu perdão

Que um ladrão

Que come num prato

E logo o faz de latrina

E deixa claro pra todo mundo

Que mulher serve pra ser sua babá

De cama e praia

Mas NÃO em Ministério

Isso é pro "clube do bolinha"

E se cada povo tem o governo que merece

Qual terá sido nosso carma coletivo

Pra ver mais um presidente

E nossa primeira presidenta

Ser arrancada do seu posto

Por tanta fera sedenta?

Saravá , Meu Pai

!Olha por esta giganteza fraquinha 

Afasta de nós a inveja que atormenta

Os donos do poder

Que não perdoam perder

Que não respeitam nunca

Mandato de gente que carrega o voto da maioria. 

Katia Provette

sexta-feira, 22 de abril de 2016

ELE

Meu homem se senta a meu lado
E me faz
Um deus e o pecado
Num só olhar
Meu homem se arrisca comigo
Na cozinha e no mundo
No banco e na estrada
Dia ou madrugada
Meu homem se veste comigo
E verte comigo
Lágrima e prazer
Meu homem me agarra
Me perde e me salva
Me amarra 
Me ama
Com seus dedos
Cabelos
Com palavras doces
Carinhos cálidos
Paixão ardente
Meu homem me chega
Com a noite calada
Ou com a alvorada
E qualquer hora que chegue
Se faz algazarra
Eu, ele, nós
Todos os sóis e nuvens e trovões
Fenômenos de beleza 
E forças da natureza
Depois de tudo meu homem jaz 
Sobre meus restos
Sobre meus todos
E nada
Nada importa mais.

Kátia Provette